CEMITÉRIO

João de Barros Cassal

(1858-1903)

Av. Professor Oscar Pereira 423, Bairro Azenha, Porto Alegre - RS


O Jazigo

João de Barros Cassal nasceu em Alegrete (RS), em 2 de fevereiro de 1858, filho de Inocêncio Manuel Cassal e de Constança Pereira de Barros Cassal. Casou-se com Sílvia Falcão de Barros Cassal, com quem teve três filhos: Aníbal, Armando e Alcides Falcão de Barros Cassal.

Estudou no Colégio Gomes, em Porto Alegre. Em 1875, ingressou como cadete do Exército e, posteriormente, bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1882. Entre 1883 e 1885, trabalhou como taquígrafo nos estados do Rio Grande do Norte, Bahia e Rio de Janeiro. Após esse período, passou a exercer a advocacia em Porto Alegre.

Cassal filiou-se ao Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) e tornou-se redator do jornal A Federação. Em 1890, fundou o jornal O Rio Grande, que dirigiu até 1893, e, no ano seguinte, criou o jornal A República. Também foi o primeiro chefe de polícia do Rio Grande do Sul sob o regime republicano.

Em 1891, o então presidente estadual Júlio de Castilhos renunciou ao cargo após apoiar o fechamento do Congresso Nacional pelo presidente Marechal Deodoro da Fonseca. Com isso, o governo do estado passou a ser exercido por uma junta governativa composta por republicanos dissidentes, da qual Barros Cassal fez parte, ao lado de Assis Brasil e do general Domingos Alves Barreto Leite. Ao deixar o governo, foi substituído interinamente por José Antônio Correia da Câmara.

Com o início do novo governo de Júlio de Castilhos, em 25 de janeiro de 1893, Barros Cassal participou ativamente da Revolução Federalista. Posteriormente, durante o governo de Antônio Augusto Borges de Medeiros, exilou-se na Argentina e no Paraguai. Mais tarde, exerceu a advocacia no Mato Grosso, onde faleceu na cidade de Nioaque, em 19 de outubro de 1903.      

O monumento funerário em composição vertical, estruturado sobre uma base quadrangular em granito. Acima da base ergue-se um pedestal em mármore robusto, que sustenta uma coluna coríntia com capitel, em granito de tonalidade avermelhada. A coluna de granito, no topo apresenta um capitel coríntio.  Na parte central da coluna há um relevo em mármore, composto por uma coroa de louros entrelaçada, no centro consta a seguinte inscrição “Dr. Barros Cassal N. 2-2-1859 F. 19-10-1903”. No topo da coluna encontra-se um busto do falecido esculpido em mármore. A área da sepultura é delimitada por um gradil metálico ornamental, com hastes verticais rematadas por elementos pontiagudos.

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Referências

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC). Cassal, Barros. Verbete biográfico. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC, [s.d.]. Disponível em: <https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/CASSAL,%20Barros.pdf>. Acesso em: 26 mar. 2026.